Dicas vocais


Dicas Vocais


Exercícios para relaxamento

O relaxamento evita que você sobrecarregue o seu corpo com tensões e desgastes desnecessários. E no caso do cantor, o seu instrumento é o próprio corpo!

Você estuda, trabalha, namora, enfrenta o trânsito ... É claro que é quase impossível estar permanentemente relaxado. E o pior é que muitas vezes você não se dá conta do quanto esta tensão se reflete nos seus músculos - principalmente pescoço, ombros e costas. A nossa idéia é facilitar a consciência corporal - quer dizer: com estes exercícios, você pode melhorar a percepção do que acontece com seu corpo num dado momento.

Estes exercícios não foram inventados por mim, mas reunidos em diversas aulas de canto, de yoga e de tai-chi. Existem várias formas de relaxar, e acredito que o melhor é ir experimentando estas (e outras) diferentes maneiras, até encontrar as suas técnicas preferidas.

Observação: Tente adquirir o hábito de "monitorar" a tensão muscular. Você pode fazer isso em qualquer situação do dia-a-dia: observe sua postura, por exemplo, ao digitar ou segurar o mouse. Será que não está dispendendo mais energia do que o necessário? Faça uma pausa de alguns minutos, use um destes exercícios e retorne ao trabalho.

Exercício 1

Bem devagar, faça movimentos com a cabeça: primeiro para a frente, como se fosse encostar o queixo na base do pescoço; para trás, fazendo o queixo apontar para o teto; para cada um dos lados, como se fosse levar cada orelha ao ombro (atenção: não eleve o ombro, é a cabeça que se move!).

Exercício 2

Sempre devagar, faça movimentos de rotação com a cabeça. Deixe os ombros relaxados. Se ficar tonto, leve a ponta da língua ao céu da boca e aperte.

Exercício 3

Faça movimentos circulares de rotação com os ombros - primeiro de trás para a frente, depois invertendo a direção.

Exercício 4

Em pé, procure alcançar o teto com as mãos. Tente sentir a musculatura se alongando, especialmente a dos braços e as lateraisl do tronco. Então, deixe o corpo "desabar" para a frente, com as mãos em direção ao solo. Deixe a cabeça relaxada também (não tente olhar para a frente). Vá então levantando bem devagar, começando sempre pela cintura - a cabeça será a última a voltar à posição ereta.

Exercício 5

Esfregue as mãos para aquecê-las. Massageie então o seu pescoço, começando atrás das orelhas e descendo até os ombros. Descubra onde estão os pontos mais tensos e tente "acalmá-los" com as pontas dos dedos.

Exercício 6

Deitado, contraia apenas os dedos dos pés. Observe a sensação de estar assim tenso. Então, relaxe os dedos. Agora, observe bem a diferença entre estar tenso e relaxado. Repita esta experiência com cada parte do corpo - pé, batata da perna, joelho, até chegar ao rosto. Tente vivenciar plenamente o contraste entre tensão e relaxamento.

 

Crédito: Diana Goulart.


Solfejo aplicado ao canto

 

Sabemos que a arte de cantar exige muito de todos os cantores em geral, além de cuidar da nossa saúde bucal e também das cordas vocais, respiração que acredito seja a base de todo o processo de canto e técnicas com a dicção das palavras e articulação.

Solfejo: é arte de cantar os sons em forma de notas musicais dentro de sua afinação ou seja sua altura (definição própria). Quando você aplicar o estudo do solfejo nas nossas canções, hinos; as coisas acontecem com facilidade. Cantamos através de música ou seja partitura, lendo as notas musicais com seu valor e sua altura (afinação) exata, fazendo assim ganhamos tempo e fugimos desta coisa que às vezes atrapalha, que é cantar as músicas decoradas.

Para se ter um bom solfejo é preciso estudar escalas no piano acompanhando com a voz nota por nota. Escalas: é a sucessão de 7 notas uma após a outra, da mais grave a mais aguda(ascendente) e vice versa. Os sons musicais ou seja as notas das escalas são dó,ré,mi,fá,sol.lá e si que cantamos com a sua afinação correta seguida pelo o piano.

Quanto mais praticamos exercícios de escalas mais conseguimos vencer as dificuldades de cantar afinado,é preciso muita dedicação.sempre que cantar antes faça um exercício de no mínimo 5 minutos praticando as escalas,variando as formas e modelos para melhor assimilação, faça diferentes pronuncias de frases e silabas com as escalas.

ex.: u...u...u...u...u , tátátátá, dádádadádá, iaiaiaia, i.........a......i...........a e crie outras formas,mas sempre respeitando as formas ascendentes e descendentes e nota por nota.

Espero que após você assimilar bem estas dicas e colocar em prática, você descubra a arte de cantar com toda a suas artimanhas, é preciso vencer as dificuldades; "não existe cantor desafinado, mas vozes mal trabalhadas".

Pratique muito os exercícios de escalas, que com certeza você vai aprimorar muito sua maneira de cantar. O segredo do solfejo está na disciplina e principalmente nas escalas.

 

Créditos: site vidanovamusic.com


Aperfeiçoando a voz

Como aperfeiçoar a voz

Muitas pessoas, hoje, têm procurado professores de canto. Algumas começando "do zero", outras procurando aperfeiçoar seus talentos e umas poucas considerando essas aulas uma terapia contra a timidez. Entretanto, muitos também se prendem a certas regras ensinadas de maneira errada e as aulas, ao invés de prazerosas, se tornam pesadas e desestimulantes.

Nem todo bom cantor é um bom professor. Um dos erros cometidos na escolha do professor de canto é considerar sua capacidade de ensino apenas tomando por base sua voz. É prudente procurar sempre uma aula experimental, onde você possa conversar com o professor, apreciar o método de ensino e expôr suas dificuldades. Procure também saber se o professor tem conhecimento do trato vocal como um todo, desde o trato muscular que dá suporte à respiração até o trato bucal. Evite os professores que façam uso de métodos sistemáticos, com lições únicas para todo e qualquer aluno. Isso, porque a voz é como uma impressão digital, com características peculiares a cada pessoa, e por isso serão necessários exercícios específicos e aplicações diferenciadas para cada aluno.

É importante, também, ser cuidadoso com as "fórmulas" para o aperfeiçoamento da voz - comer isso, beber aquilo, evitar aquela outra coisa. Antes, é necessário saber que os alimentos não passam pelas cordas vocais. Existe uma espécie de "tampa" entre o esôfago e a traquéia; quando respiramos, ela bloqueia o esôfago, e quando comemos, ela bloqueia a traquéia. Por isso não é correto afirmar que aquele chazinho ou aquela frutinha vai limpar suas cordas vocais. O máximo que pode acontecer é a limpeza dos resíduos alimentares, principalmente açúcares, depositados antes dessa divisão.

O açúcar é o alimento que tem as moléculas mais facilmente quebradas pelas enzimas de nossa saliva. Como exemplo, podemos citar o chocolate, que contém muito açúcar. Como foi dito, parte desse açúcar pode ficar depositado na parede que antecede a divisão entre a traquéia e o esôfago. Isso é o que causa a sensação de pigarro (depósito de secreção na garganta) que impede o canto. Para evitar esse incômodo, é bom evitar a ingestão de alimentos com açúcar antes de cantar. Caso isso aconteça, porém, a ingestão de água ou de frutas com certo teor de acidez (maçã, por exemplo) facilitará a retirada desses resíduos.

Outro erro muito comum - e isso é muitas vezes recomendado pelos professores - é a ingestão de pastilhas, cristais de gengibre ou qualquer outro remédio com efeito anestésico, para evitar a dor e a rouquidão na hora de cantar. É bom lembrar que a dor é sinal de que existe algo errado ocorrendo com nosso corpo, e por isso nem sempre é bom fugir dela. A dor ao cantar pode ser sintoma de uma inflamação, infecção ou mesmo da formação de um calo ou fenda nas cordas vocais. O uso de um anestésico apenas esconderá esse sintoma e piorará o quadro.

A rouquidão, por sua vez, é fruto do mau uso das cordas vocais. Elas foram "projetadas" para vibrar apenas sob o efeito do ar passando por elas. Quando vão além disso, sendo esticadas pela musculatura que as apóia em função dos excessos cometidos no canto (notas além da extensão, gritos, colocação errada das notas), elas poderão inchar e não vibrar como deveriam. Assim, sobrará pouco espaço para a vibração correta e elas poderão encostar uma na outra, interrompendo o som.

É absolutamente necessário determinar com exatidão o timbre vocal. É importante saber que, por exemplo, nem toda pessoa que canta soprano é soprano de fato. Cantar fora da extensão ou do timbre é extremamente prejudicial, na verdade uma das principais causas da formação de calos ou fendas vocais. É imprescindível a realização de um teste específico de extensão e região confortável da voz antes do início das aulas propriamente ditas.

Mesmo reconhecendo realidades diferentes e sabendo que nem todas as pessoas têm condições de arcar com os custos das aulas de canto, é necessário frisar que não existe um método de aprendizado que faça o aluno desenvolver seu canto corretamente sem o auxílio de um professor. Todos nós aprendemos a falar porque ouvimos, ou seja, o som que produzimos é resultado das influências auditivas que recebemos desde criança. Por isso uma pessoa surda, mesmo tendo o trato vocal intacto, tem grande dificuldade para aprender a falar e controlar os sons que emite. Assim, é necessário ouvir os exercícios antes de fazê-los, e somente um professor habilitado poderá executá-los corretamente, corrigindo o aluno até que este reproduza o exercício com fidelidade. Trocando em miúdos: um método escrito não tem utilidade alguma sem o acompanhamento de um professor.

Qualquer pessoa pode cantar, mas nem todos podem ser cantores. Existem certas peculiaridades na voz que podem facilitar ou dificultar muito o canto. Como já foi dito, a voz humana é como uma impressão digital e jamais haverá duas vozes exatamente iguais. Talvez o maior erro cometido por certos professores é a maneira de tratar seus alunos nesse aspecto. Esperando sempre formar ótimos cantores, costumam se dirigir aos seus alunos assim: "Sua voz é horrível!"; ou: "Você é desafinado demais!"; ou ainda: "Desista, você não vai conseguir nunca!".

Antes de buscar o aperfeiçoamento de seu próprio currículo, o professor deve se lembrar que não está lidando com uma máquina, mas com a emoção e a sensibilidade humana. Antes de ferir qualquer emoção, o professor deve buscar o seu próprio equilíbrio emocional. Fatores como cansaço, tristeza ou doenças, mesmo não sendo no trato vocal, podem interferir muito no processo de aprendizado ou na performance. Um bom professor deve saber lidar com todas essas situações com paciência, temperança e bom humor. Se o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio, que sejam essas virtudes as primeiras a serem demonstradas, antes mesmo de qualquer conhecimento de técnica.


Conheça sua voz

Bem, então já vimos que para cantar precisamos de AR. A quantidade necessária varia de pessoa para pessoa, pelo tamanho físico e da vontade de cada um, e de canção para canção. A vontade é a maneira como você quer cantar, se está mais para Elis Regina, precisa de mais ar e emoção, se mais para João Gilberto, menos ar e emoção mais contida, se nenhum dos dois, procure o meio termo. Se quer cantar "gritado" e rouco como alguns roqueiros, é melhor redobrar o cuidado, pois a longo prazo isso pode criar calos vocais difíceis de tratar. É uma escolha sua, faça o possível para respirar bem e apoiar a voz com o diafragma, forçando a garganta o menos possível.

Também precisamos do uso do diafragma, que, ao inspirarmos, deve abaixar-se expandindo o abdômen, e ao começarmos a cantar, ele vai subindo, empurrando a base do pulmão e ajudando o ar a sair e vibrar nas cordas vocais; você também ajuda retraindo o abdômen devagar até o ar acabar. É necessário também abrir a boca, deixar o ar ressoar dentro dela, nas fossas nasais e demais cavidades e, para isso, você precisa concentrar-se, não afobar-se e jogar o ar fora de uma só vez. É bom exercitar-se frente ao espelho, gravar-se e ouvir-se para você mesmo(a) corrigir-se e escolher como quer cantar. O canto é a expressão de sua alma, só você pode saber como deseja expressá-la, por isso conscientize-se de si mesmo (a), ouça-se, perceba-se.

Os exercícios respiratórios são para fortalecer a musculatura, mas você também pode fazê-lo cantando, desde que o faça com consciência e constância, pois como qualquer músculo, o diafragma e as pregas vocais ficam sem força pelo uso inadequado.

Vamos então descobrir a sua tessitura vocal e procurar o seu registro médio: Você vai precisar de um piano, teclado ou violão; localize a princípio a nota mais grave de sua voz, sem forçar, cante e a procure no instrumento. Siga as instruções abaixo.

CLASSIFICAÇÃO VOCAL:

No piano ou teclado, procure o primeiro MI, o mais grave. No violão, a 6ª corda, a primeira de cima para baixo. Essa é a primeira nota da voz masculina denominada BAIXO, a mais grave. Partindo dela, suba duas oitavas até o 3º MI. Em seguida, procure o 1º SOL mais grave nos três instrumentos, e conte duas oitavas até o 3º SOL. Essa é a extensão vocal para a voz média masculina, o BARÍTONO.

Procure no teclado ou piano o 2º DÓ e vá com ele até o quarto DÓ. No violão, é o 1º dó, melhor o da corda LA, 3ª casa e vá seguindo até o 3º dó, subindo duas oitavas. Teremos nessa extensão a voz mais aguda masculina, o TENOR.

Para o violão, pode-se usar as mesmas medidas para as vozes femininas: a do BAIXO para a contralto, a do BARÍTONO para a MEIO SOPRANO e a do TENOR para a SOPRANO. O Violão é um instrumento mais limitado, no piano fica mais fácil, conta-se a CONTRALTO partindo do 2º até o 4º MI, a MEIO SOPRANO do 2º ao 4º SOL e a SOPRANO do 3º ao 5º DÓ.

A classificação vocal serve para se atuar em grupos vocais e para o canto lírico. Para o canto popular não importa muito se você é soprano ou tenor, o importante é você conhecer sua extensão vocal e trabalhar para fortalecer o registro médio, que é aquela região onde sua voz soa mais brilhante, mais firme e bonita. Você pode fazer isso tocando e repetindo nota por nota, de meio em meio tom, usando as vogais. Pode também usar a escala maior no sentido ascendente e descendente. É simples: partindo da sua nota mais grave, não importa se é um dó, um sol ou mi, partindo dessa nota vá subindo dos graves para os agudos em intervalos de TOM, TOM, SEMITOM, TOM, TOM, TOM, SEMITOM. Volte dos agudos para os graves com os intervalos no sentido contrário. Passe para a segunda nota e vá subindo novamente. Fica difícil demonstrar via Internet, se você não conhece música peça a alguém que o ajude, ok? Você pode exercitar-se com acordes maiores e menores, com três, quatro, cinco notas, o importante é descobrir seu limite e não ultrapassá-lo para não machucar suas cordas vocais. A região aguda é mais difícil, vá com calma e AR, apoiando com o diafragma.

Existem muitos modos musicais para exercitar a voz e muitos exercícios para o diafragma e respiração, o importante é exercitar. A "malhação vocal" fortalece a musculatura da laringe e sua voz sai mais fácil, mais segura e bonita.
Sim, você pode fazer isso somente cantando, mas é preciso escolher um repertório com canções que explorem bem os graves e os agudos. A maioria das pessoas tem duas oitavas de extensão, algumas chegam a três, mas não é preciso se preocupar com a quantidade e sim com a qualidade vocal, já que a maioria das canções cabem dentro de duas oitavas, ok? Aí é só ir descobrindo os tons de cada canção para sua voz. Isso você percebe ao sentir conforto ou desconforto quando canta. Se sua voz está sumindo nos graves, experimente subir um tom ou dois, às vezes meio tom resolve. Se é o agudo que está difícil, experimente abaixar um tom, ou o quanto precisa até verificar que a canção está bonita em toda a sua extensão vocal. Não force sua voz para cantar num tom inadequado, o instrumento conserta-se ou troca-se a corda, a voz não, né?


Super dicas aos cantores - vocal !!!
 

"Cante com o diafragma": todo mundo que tentou aprender alguma coisa de técnica vocal já deve ter ouvido essa frase antes. A fim de esclarecer algumas concepções incorretas, decidi escrever esse artigo baseado no que eu li por aí.

De qualquer forma, é altamente recomendável fazer aulas de canto!

A primeira coisa que precisamos é de ar. Devido aos nossos hábitos cotidianos, acabamos aprendendo a respirar estufando o peito, ou a respiração torácica, que é descontrolada, gera tensão no pescoço e, se cantarmos usando ela, certamente você ficará rouco depois de uns 15 min de canto...

1) RESPIRAÇÃO

A maneira correta de se respirar é usando a respiração funda, enchendo desde a base dos pulmões até o "topo", usando os músculos abdominais, intercostais e o diafragma. Para praticar essa respiração, se espreguice algumas vezes, deite na cama ou no chão, ponha a mão sobre a barriga e respire de modo que sua barriga suba e desça. Não tente fazê-la subir e descer, deixe que o movimento venha bem de dentro. Não estufe o peito, não faça barulho quando inspirar e nem levante os ombros, e tente não tensionar os músculos do pescoço. Se você sentir que está precisando fazer muita força, ande um pouco e movimente as pernas para relaxar os músculos abdominais. Se eles estiverem tensos, o diafragma não consegue contrair e você perde o "apoio" para o canto. Pratique isso diariamente. O resultado deve ser uma respiração leve, profunda e que pode ser feita com pouco esforço.

Um bom exercício para treinar o diafragma é respirar dessa forma e soltar o ar bem devagar fazendo som de ssssssssssss... Não tensione a garganta nem os músculos faciais quando fizer isso. Seu objetivo deve ser conseguir sustentar o sssss... por pelo menos 30s, o ideal conseguir sustentar por cerca de 60s sem nenhuma falha na intensidade da saída do ar. Obviamente, leva-se muito tempo para conseguir isso.

2) APOIO

Toda vez que você altera o volume, tom ou vogal em que está cantando, a pressão do ar precisa se alterar também. Isso pode parecer um pouco complicado, e é. Felizmente, nós nascemos com reflexos que controlam essas funções perfeitamente.

Entretanto, a maioria das pessoas não confia nos seus reflexos e usa os músculos abdominais para enviar mais ar as pregas vocais do que o necessário (em outras palavras, forçar a voz), especialmente quando cantam mais alto ou mais agudo. Para reter a pressão excessiva de ar, a garganta "fecha", a laringe sobe, as pregas vocais acabam se chocando umas com as outras e o resultado é uma nota de som fraco, desafinada, sem contar que ao fim do dia você estará com a voz rouca.

Quando você inspira corretamente, o seu abdômen é projetado à frente e aplica uma pressão, tentando relaxar novamente. O diafragma deve, então, continuar pressionado o abdômen. Quando relaxado, o ar sai dos pulmões e faz a vibrar as pregas vocais.

Então, o termo "apoio" ou "suporte" em relação ao canto significa que o diafragma está livre para controlar a pressão do ar enviada às pregas vocais.

Para entender melhor o apoio, pense numa mola. Quando você inspira, você comprime uma mola (suas paredes abdominais) que tenta voltar a sua posição normal. Para que isso ocorra, tudo o que você tem que fazer e soltar a mola. O papel do diafragma é controlar a velocidade em que a "mola" volta ao seu estado normal, controlando assim o fluxo de ar. Forçar a voz é nada mais que forçar a "mola" (a saída do ar dos pulmões) a voltar mais rápido à sua posição de descanso que o necessário.

Não tente sentir seu diafragma diretamente. Ele não tem terminações nervosas que permita a você senti-lo. O mesmo vale aos músculos da laringe que controlam o volume e o tom da voz

Para praticar o apoio, respire fundo e cante escalas numa vogal que te agrade (a, e, i, o, u, ...) e procure não forçar a garganta para subir o tom (procure manter os músculos faciais, o maxilar e a língua relaxados o tempo todo). Se você não força a garganta, o diafragma é obrigado a reduzir a pressão do ar e trabalhar junto com a laringe, mantendo a garganta relaxada o tempo todo. Não se preocupe com o som, deixe a voz soar fraca, tremida, engasgar, ..., apenas procure não forçar a garganta. Quando você conseguir fazer isso corretamente (você deverá estar observando também a presença do vibratto natural na sua voz), suba o volume gradativamente, sem forçar a garganta.

Com o passar o tempo, com a prática correta dos vocalizes, você poderá espandir seu alcance (conseguirá cantar notas mais agudas), sua voz ficará melhor (timbre) e você será capaz de até mesmo gritar sem forçar demais a voz..

 

créditos: site vidanovamusic.com


Dicas para um bom ensaio vocal
 

O ensaio deve fazer parte da rotina de todo músico. Algumas pessoas tem uma visão fantasiosa a respeito dos músicos de sucesso supervalorizando a questão da INSPIRAÇÃO. Mas qualquer músico que se esforça para oferecer o melhor em seu ministério sabe que inspiração é importante, mas TRANSPIRAÇÃO é fundamental.

O ensaio é a hora da transpiração, de dedicar tempo e atenção para que a música seja feita com qualidade. Já ouvi muitos comentários do tipo: "Nós ensaiamos tanto mas nada dá certo!" Talvez o ensaio não esteja sendo feito de forma eficaz e foi pensando nisto que resolvi indicar alguns caminhos para que você chegue no ponto que deseja. Vamos juntos!

1. REGULARIDADE Procure fazer ensaios constantes, no mínimo uma vez por semana, isto é importante para integração musical.

2. TEMPO Uma duração ideal para um bom ensaio deve ser em torno de duas horas. É difícil conseguir resultados reais em menos tempo, se você quiser fazer um ensaio mais longo dê um pequeno intervalo para água e descanso, precisamos lembrar que a voz é um instrumento delicado.

3. ESTRUTURA É importante ter um local específico para ensaio, um lugar quieto onde o você possa ter um pouco de privacidade. O ensaio vocal deve ser sempre acompanhado por um instrumento harmônico ( teclado, piano, violão, guitarra) para que possa se manter no tom, evitando deslizes.

4. AQUECIMENTO Pense na voz como parte de seu organismo. Quando você abre os olhos de manhã, logo pula da cama e sai correndo pelo quarteirão para se exercitar ??? Claro que não! Da mesma forma a voz precisa se espreguiçar, precisa acordar, precisa aquecer. Exercícios de relaxamento, de respiração e alguns vocalizes tem esta função na técnica vocal. Você precisa investir em uma boa aula de técnica vocal.

5. MATERIAL VISUAL Todo material escrito ajuda na memorização. Se souber escreva os arranjos, se não souber, registre ao menos a letra e acordes.

 

6. MATERIAL AUDITIVO Se você vai ensaiar músicas já registradas em Cd, Ouça até decorar a melodia. O desenvolvimento da percepção musical é imprescindível para o bom cantor.

7. ORGANIZAÇÃO O ensaio precisa ter direcionamento, é bom que o repertório e o roteiro do ensaio estejam pré-definidos.

8. PERSEVERANÇA Tenha paciência e não desista. "O ensaio é uma semeadura, nem sempre colhemos os frutos instantaneamente, mas o nosso trabalho não é vão no Senhor!!"

Mirella de Barros Antunes, é Professora de prática vocal, teoria e percepção da ESTM. fonte: Créditos: site Ronaldo Bezera


A afinação da voz

 Ela é o par da homogeneidade. Trata-se da pressão e da tonicidade bem distribuidas que irão determinar uma coaptação adequada das cordas vocais.

 

Assim como uma acomodação das cavidades de ressonância. A afinação é regulada por movimentos extremamente delicados.

Pelo domínio de um conjunto de sensações as quais é preciso ficar muito atento associado ao controle auditivo vigilante. Alguns cantores cantam "baixo” porque eles não sustentam o sopro devido a uma hipotonia muscular.

outros cantam muito alto , eles " empurram ", seja por excesso de pressão ou porque o sopro se gasta rápido demaiso O som em geral localizado muito "em cima" é errado e desafina.

Postura

A postura é importante não somente pela aparência, mas também para que haja uma boa respiração e atenção.

 

Mas cuidado! Postura não é sinônimo de rigidez, de tensão. A postura é fundamental quando se vai vocalizar, pois há um desgaste natural de energia e a respiração deve ser feita corretamente  . O que não acontece continuamente numa apresentação.

Muitas das vezes o cantor, pula, dança, corre, deita, senta, levanta a cabeça para cantar, etc. O importante nesse caso é a consciência do corpo e da postura. Se mesmo assim, havendo dificuldade na postura, é fundamental a procura de um profissional para diagnosticar o problema.

Pode-se recorrer à técnicas que podem ajudar como: RPG, Yoga, Alexander, etc.
E não se esqueça: boa postura + boa respiração = boa qualidade vocal.

 A respiração é tão importante que, se não for realizada corretamente, pode até mesmo afetar a estabilidade e a postura da coluna vertebral. É sabido que a maioria dos músculos do sistema respiratório estão ligados às vértebras cervicais e lombares. Por isso é que a postura do corpo está ligada a respiração.

 

“A posição da coluna determina a velocidade e a qualidade da respiração” - Glorinha Beuttenmüller

Alimentação do cantor

De uma maneira geral é cuidar bem da sua saúde, não somente vocal, mas de todo o seu corpo.  Para isso, deve-se ter determinados hábitos e deixar de lado outros, que são nocivos à voz.

Portanto, cuidar bem de sua saúde engloba:

alimentação

Dieta: ingerir alimentos que fazem bem a saúde como: legumes, verduras, carboidratos (pois o canto requer energia) e proteina.

Evitar: gorduras, condimentos (lentifica o processo digestivo), café e refrigerantes, pois em excesso pode causar refluxo gastroensofágico, (causa edemas) leite e derivados como: iogurtes, queijo, chocolate, doces, etc., (causam muco, pigarros).

Lembrete: beber água para a hidratação do corpo e conseqüentemente o seu aparato vocal.

Evitar: sucos, refrigerantes e etc, pois somente a água hidrata de uma forma adequada *2.

  O cantor é um atleta, dependendo de uma boa forma física, de uma boa capacidade pulmonar e de uma musculatura abdominal eficiente, para manter a sua atividade. - Henrique O. Costa e Marta Assumpção A. e Silva

É aconselhável, sempre na utilização da voz, manter uma boa hidratação para purificar o muco (pigarro) e compensar as perdas líquidas durante a apresentação.

Alimentação antes da Apresentação

O importante é estar bem nutrido, porém, o estômago deve estar vazio para não prejudicar o movimento diafragmático e o suporte abdominal. Portanto, o cantor pode e deve ingerir alimentos ricos em carboidratos (energia), vegetais e frutas. Nada em excesso. Evitar leite e derivados, pois como já sabemos, aumenta o muco prejudicando assim a vibração das pregas vocais.

Cuidados com a voz

Coma bastante maçã, ela ajuda na limpeza das pregas vocais.
Coma bastante maçã, ela ajuda na limpeza das pregas vocais.

A voz é algo tão característico e importante como a nossa própria fisionomia e impressão digital ela varia de acordo com o sexo, idade, profissão, personalidade, estado emocional e a intenção que a usamos. É através da nossa voz que expressamos nossos sentimentos, emoções, idéias e pensamentos. Ela também mostra quem nós somos, além de conseguimos nos comunicar com outras pessoas só utilizando a voz, como por exemplo em uma conversa ao telefone, e seremos compreendidos perfeitamente.

Então vamos a mais algumas dicas para cuidados com a voz:


  • EVITE BEBIDAS PRETAS, como coca-cola, chá preto, chá mate, chimarrão. As bebidas "pretas" possuem substâncias que ressecam as pregas vocais.
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  • DURANTE A ATIVIDADE VOCAL, DEVE-SE BEBER ALGUNS GOLES DE ÁGUA, para umidificar a garganta. A água deve estar em temperatura ambiente, para que não ocorra o choque térmico.
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  • EVITAR QUALQUER TIPO DE COMPETIÇÃO SONORA.
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  • EVITAR BEBIDAS ALCOOLICAS, pois o álcool tem um efeito anestésico, assim provoca a diminuição da sensibilidade, é onde na maioria das vezes ocorre um abuso vocal, lesando as pregas vocais.
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  • EVITAR GRITAR E TOSSIR, pois provoca um intenso atrito nas pregas vocais, podendo lesioná-las
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  • NÃO FUMAR, a fumaça irrita a mucosa da laringe, acumulando secreções nas pregas vocais, e o ressecamento da mesma mucosa.
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  • EVITAR O AR CONDICIONADO, pois provoca o ressecamento das mucosas, alterando a vibração das pregas vocais. Se não for possível evitar o ar condicionado, procure sempre beber água, durante todo o tempo que estiver exposto a ele.
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  • EVITAR O CONSUMO DE LEITE, CHOCOLATE E SEUS DERIVADOS ANTES A INTENSA ATIVIDADE VOCAL, pois esses alimentos aumentam a secreção de muco no trato vocal.
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  • PROCURE CONSUMIR ALIMENTOS FIBROSOS, como maçã, que é um adstringente, ou seja, agem limpando a boca e faringe
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  • PROCURE INGERIR SUCOS E FRUTAS CÍTRICAS
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  • PROCURE ESTAR VESTIDO (A) O MAIS CONFORTÁVEL POSSÍVEL, para que o seu vestuário não atrapalhe o fluxo respiratório, nem mau postura.
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  • DURANTE A FONAÇÃO, MANTENHA A CABEÇA RETA, UMA POSTURA ERETA COM OS DOIS PÉS APOIADOS NO CHÃO, pois assim permite a passagem do ar sem dificuldades e o diafragma trabalha melhor
  • EVITE AS BEBIDAS NO EXTREMO, tanto bebidas muito geladas quanto as mais quentes tem o mesmo efeito: choque térmico nas cordas vocais.
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  • ARTICULAR BEM AS PALAVRAS, usando também expressões faciais para evitar o abuso vocal.
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  • Se a disfonia (rouquidão) persistir por mais de 15 dias, procure um fonoaudiólogo.

 

Em breve posto mais dicas e um especial falando sobre todas as doenças que atingem a voz e como evita-las.

Trate bem a sua voz

A voz é uma importante ferramenta do dia-a-dia, mas muitos só se dão conta disso quando ficam roucos.
Fonoaudiólogos explicam que os grandes vilões da voz são as mudanças climáticas muito rápidas, a poluição, o ar seco e, principalmente, o mau uso das cordas vocais.
“Daí surgem os nódulos, a rouquidão e a perda da voz, ou até doenças malignas como cânceres de boca, de laringe e de faringe.”

 

Voz de cantores

Segundo uma pesquisa recente, 1 em cada 10 pessoas terá algum problema vocal ao longo da vida. Porém, cuidados simples podem fazer toda a diferença para manter uma voz de veludo. “É importante tomar uns três litros de água por dia, falar sem pressa, ter uma alimentação equilibrada e um sono tranqüilo”, ensina a médica. Comer maçã e frutas cítricas
Além de muito gostosas, essas frutas tonificam e limpam a voz. Como elas diminuem a viscosidade da saliva, ajudam a evitar o pigarro que machuca as cordas vocais. 

O que faz bem

Comer maçã e frutas cítricas
Além de muito gostosas, essas frutas tonificam e limpam a voz. Como elas diminuem a viscosidade da saliva, ajudam a evitar o pigarro que machuca as cordas vocais.
Dormir muito bem
Com um sono tranqüilo, você descansa a voz depois de todo o falatório do dia. 
Ficar em silêncio
Mesmo no meio do dia, tire alguns minutos para ficar quieto. Essa atitude dará aquele alívio à garganta! Relaxar um pouco
Fique atento ao excesso de tensão no corpo
Gire e alongue o pescoço, relaxe a língua e evite ficar muito tempo na mesma posição.

 

O que faz mal

Gritar demais
Evite falar em locais muito barulhentos. A competição com os ruídos do ambiente provoca um inchaço nas cordas vocais semelhante ao de uma gripe. Isso faz você ficar sem voz.
Tomar bebida alcoólica
O álcool resseca a garganta e diminui a sensibilidade nas cordas vocais. Com isso, você fala mais alto do que o normal e fica rouca no outro dia.
Exagerar nas pastilhas
A sensação de alívio tem quase o mesmo efeito do álcool: as cordas vocais ficam anestesiadas e você fala além da conta.

 

Fique atento. Uma voz saudável é fundamental.

Melhorando a performance vocal

Dicas

Dica 1:

Se você controla o ar...controla sua voz.
Comece aprimorando sua respiração profunda, ou abdominal.
Deitado de costas numa superfície plana, coloque um livro sobre o abdomem e procure levantar o livro com a inspiração e abaixar o livro com a expiração.
Quando sentir que está dominando esse movimento, trabalhe então sua respiração abdominal em pé.

 

Dica 2:
Com as mãos sobre suas costelas ( logo abaixo do tórax, nas laterais) inspire pelo nariz como se estivesse levando o ar para suas costas...
Você vai sentir suas costelas se abrindo...
Agora expire o ar com a boca aberta e vai sentir suas costelas se fechando.
Você acaba de praticar uma respiração inter costal!!! Parabéns!!!
Treine bastante...quanto mais suas costelas se abrirem melhor!!!

 

Dica 3:

INSPIRAÇÃO DISSOCIADA
A inspiração dissociada é a junção da respiração abdominal com a intercostal.
Comece inspirando abdominalmente (dica 1) .
Quando seu abdomem tiver se movimentado para frente só um pouquinho, você interrompe a inspiração.
Em seguida, faça a inspiração intercostal (dica 2) , que deve durar mais tempo do que a abdominal.
Expire o ar pela boca, fazendo o som de "sssssssss".
No início o treino deve ser feito assim em duas etapas mesmo...com a prática, você conseguirá executar essa inspiração num único movimento.

 

 em breve mais dicas!

 

Créditos: Cíntia Scola

A verdadeira voz

A VOZ "VERDADEIRA"



A VERDADEIRA VOZ.
Diferente do falsete, a verdadeira voz utiliza músculos específicos para os agudos, médios e graves, configurando as pregas vocais de diferentes formas para que a emissão saia como desejada no cérebro.
Ao ativar esta musculatura, provocamos ondulações no par de músculos cartilaginosos, que é a voz.
Situados na glote, espaço que separa os pulmões (fonte de ar) da faringe (garganta), temos a fonte sonora, onde chamamos espaço laríngeo ou laringe.
Assim, imaginamos que dentro de nós formamos um tubo de ar quando emitimos um som, que nasce na glote (pelo ar que roubou dos pulmões) e sobe até a caixa craniana, passeando pela laringe, faringe, cavidade bucal e nasal, nesta ordem.
As paredes mucosas deste tubo respiratório são maleáveis e são nelas que iremos acomodar o som de maneira que possamos enriquecê-lo e amplificá-lo, dinamizando a voz dentro da intensidade que se objetiva. Forte, fraco ou médio, emitimos de acordo com a pressão aérea que enviamos da glote. Muita pressão nos fortes e pouca pressão nos fracos.
Créditos: JACQUELINE TRINDADE VIEIRA

Classificação Vocal

na foto, coral do Rio
na foto, coral do Rio

Acaba de chegar um e-mail pedindo pra o site falasse sobre a CLASSIFICAÇÃO VOCAL. Então achei esse texto e vou publicar pra vocês. Os exemplos são todos cantores líricos, e recomendo a vocês a procurarem referências para classificar a sua própria voz.


Você, provavelmente, já está familiarizado ou, pelo menos, já ouviu falar em termos como: Soprano, Contralto, Tenor e Baixo. São as vozes de uma forma de composição bem conhecida: o coral, cujo nome também, popularmente, representa o grupo de pessoas que executa a tal composição (pode-se chamar, mais corretamente, o grupo de coro).

Mas estas não são as únicas possibilidades de classificação das vozes.

Vamos, em primeiro lugar separar as vozes em agudas, médias e graves.

A voz aguda feminina é o Soprano e a masculina é o Tenor. São as vozes encontradas com maior abundância no Brasil.

A voz média feminina é o Meio-soprano (ou Mezzo-soprano) e a masculina é o Barítono. Também são encontradas no Brasil, mas bem menos em relação às vozes agudas.

A voz grave feminina é o Contralto e a masculina o Baixo. São vozes raras no Brasil. O Baixo ainda encontramos, mas o Contralto verdadeiro é raríssimo e tem partituras interpretadas por Mezzo-sopranos Dramáticos (ver mais abaixo). A maioria dos coros tem de valer-se de Barítonos para cantar a linha dos Baixos dos corais. Por outro lado, a Rússia é um exemplo de abundância em vozes médias e graves, notório em seus coros, por outro lado são escassas as vozes ligeiras (sobre as quais falaremos mais abaixo).

Faço aqui um parêntese para um esclarecimento vital. Todos nós já nascemos com um tipo de voz. Nossa voz é o resultado de várias características físicas que herdamos de nossos pais. Por isso, é impossível um Tenor "desenvolver" uma voz de Barítono. Vai, sim, desenvolver sérios problemas vocais se tentar. Deus fez você com esta voz. É um presente dEle a você. Não "fabrique" uma voz que não é a sua. Vai estragar sua voz. E esta, nesta vida, é uma só.

Agora atente para a subdivisão das vozes:

Vozes femininas:

  • O Soprano Ligeiro: é o chamado 1º Soprano, que tem por característica uma voz de volume menor, mas que alcança notas muito agudas, além de ter facilidade para cantar notas com ritmo rápido (volaturas). Referências: Joan Sutherland, Kathleen Battle, Sumi Jo;
  • O Soprano Lírico-Ligeiro: Também chamado de Lírico Spinto, é um pouco mais encorpado que o ligeiro puro, também tem facilidade pra agudos e volaturas. Referências: Renata Tebaldi, Victoria de Los Angeles.
  • O Soprano Lírico: de voz mais cheia, também possui maior volume. É também chamada de 2ºSoprano. Referências: Kiri Te Kanawa, Mirella Freni, Renata Scotto;.
  • O Soprano Dramático: raro e de sonoridade peculiar, é o soprano mais grave. Normalmente tem grande extensão e desenvolve grande volume. Referências: Jessie Norman (polêmica classificação, pois alguns a consideram Mezzo-soprano Lírico).
  • O Mezzo-soprano Lírico: é também chamado em alguns lugares de Mezzo-soprano Ligeiro, pois apesar do timbre grave, assim como o Soprano Ligeiro, tem boa agilidade para volaturas (venho ressaltar que alguns classificam distintamente o Mezzo lírico do ligeiro). Referências: Tereza Berganza
  • O Mezzo-soprano Dramático: de grande extensão, timbre escuro e bem grave, muitas vezes canta também partituras de Contralto solo, o que pode ocorrer com mais freqüência com o abaixamento natural da voz ao passar os anos. Referências: Olga Borodina;
  • O Contralto: como já dissemos, é raro no Brasil. Tem timbre muito escuro e, até pela pouca oportunidade de se ouvir, impressionante. Tem poucos papéis em ópera, a maior parte do repertório está na música barroca e nas obras do séc. XX. Referências: canto lírico: Kathleen Ferrier.

Algumas mulheres, devido a problemas hormonais ou disfunções do aparelho fonador, adquirem uma voz atenorada. A extensão destas vozes é bem curta (às vezes, de no máximo uma oitava) dificultando o desenvolvimento no trabalho de técnica vocal.

É também importante mencionar a corrente moda que supervaloriza a voz grave feminina. A situação, embalada ao som da música comercial, está crítica, causando confusão no referencial das pessoas. Além de classificações erradas (Sopranos classificados como Mezzo-sopranos e, pasmem, como Contraltos), temos uma atitude prejudicial tanto à saúde quanto à estética da voz, com o incentivo de se cantar só na sua região grave e, na maioria das vezes, forçando muito. Seja ela Contralto, Mezzo-soprano ou Soprano, a voz tem uma tessitura grande, e uma composição agradável e de bom senso estético a utiliza como um todo. É ridículo legar à voz feminina, seja ela de que tipo for, uma região ínfima que não passa de poucas notas no grave. Vozes graves também tem agudos bonitos se bem colocados tecnicamente.

Vozes masculinas:

  • O Contratenor: é atualmente a voz masculina que treina tecnicamente o falsete para cantar como Contralto. Comum em coros mistos e masculinos europeus que interpretam, principalmente, música dos períodos Renascentista (séc. XVI) e Barroco (do séc. XVII à primeira metade do séc. XVIII). Na liturgia católica não havia canto congregacional (até meados do séc. XX). A música era executada por coros masculinos. Por este motivo usavam-se meninos (os famosos sopraninos e contraltinos), os falsetistas e os castratti. O uso de coros apenas masculinos perdurou na liturgia após a reforma protestante. A mulher só participava do canto congregacional (todos os fiéis cantando juntos), reintroduzido por Lutero. Referências de Contratenores (falsetistas - cantando como contraltos) no canto lírico: Andreas Scholl, David Daniels .
  • O Tenor Ligeiro: também conhecido como 1o Tenor é a voz masculina natural mais aguda, também com facilidade para volaturas. Referência: Juan Diego Florez, Niccolai Gedda, Salvatore Licitra;
  • O Tenor Lírico-Ligeiro: Também chamado de Lírico Spinto, é um pouco mais encorpado que o ligeiro puro, também tem facilidade pra agudos e volaturas. Referências: Enrico Caruso, Franco Corelli.
  • O Tenor Lírico: voz mais rica em harmônicos que a anterior, tem o timbre mais cheio. É também chamado de 2o Tenor. Por erro ou, às vezes, por causa do repertório operístico, alguns Tenores Líricos são chamados de Dramáticos. Referências: Mario Lanza, Plácido Domingo;
  • O Tenor Dramático: assim como o Soprano Dramático desenvolve grande volume, e é mais raro no Brasil. É o Tenor mais grave. Quando intérprete de óperas do Romantismo Germânico (R. Wagner, R. Sttraus) é chamado de Heldentenor (diz-se: réldentênor) ou Tenor Heróico. Referências: Lauritz Melchior, Wolfgang Windgassen.
  • O Barítono Lírico ou Barítono Central: é comum como terceira voz em quartetos masculinos de música cristã. É importante salientar que alguns Tenores Dramáticos e Líricos podem ser classificados como Barítonos, devido a alguma dificuldade na identificação do timbre. O bom professor, com o desenvolver da técnica do aluno, corrige a classificação e redireciona o trabalho. Isto ocorreu com o conhecido Tenor Plácido Domingo (dos "Três Tenores"), classificado como Barítono, a princípio. Referência: Thomas Hampson ;
  • O Barítono Dramático: de voz bem grave e volumosa, é também chamado de Baixo Cantante ou Baixo Barítono (de acordo com o repertório operístico). Muitos dos Baixos de quartetos masculinos de música cristã são, na verdade, Barítonos Dramáticos. Referências: Bryn Terfel e ;
  • O Baixo: tem o timbre bem escuro e potente. É raro mas encontra-se no Brasil. Referências: Gottlob Frick;
  • O Baixo Profundo: timbre escuríssimo, voz potente, impressionante, e muito rara no Brasil, é encontrado com maior facilidade em países eslavos (Rússia, Ucrânia, Letônia, etc.) Referência: Martti Talvela.

 

Crédito: Márcio dos Santos

www.musicaeadoracao.com.br

Classificação vocal II

Para ser válida, a classificação da voz deve ser feita, principalmente, sobre as bases anatômicas, morfológicas e acústicas. É preciso considerar vários
fatores, dos quais uns são predominantes e outros são secundários.

Fatores Predominantes.


1  - A tessitura - é o conjunto de notas que o cantor pode emitir facilmente.

 

2 - A extensão vocal - abrange a totalidade dos sons que a voz pode realizar.

A extenssão vocal pode variar de acordo com :



_______2.1 - A forma e o volume das cavidades de ressonância.
______Que são variáveis para cada indivíduo.


_______2.2 - O comprimento_ e a espessura das cordas vocais.


_______2.3 - O timbre que é uma qualidade do som que permite ____________difereniar cada pessoa, de reconhecê-la... Ele é ___
____________apreciado de modos diferentes.

 

Voz cantada x Voz falada

As pregas vocais, conhecidas popularmente como cordas vocais, são dobras musculares que apresentam limites de extensão que atingem somente algumas notas da região aguda e também algumas notas da região grave. Devido a esse limite sonoro podemos classificar então as vozes que são divididas em: masculina (baixo, barítono, tenor), e feminina (contralto, mezzo- soprano e soprano).

Para um cantor(a) é recomendado que se tome alguns cuidados com a voz, para que não haja necessidade de um constante acompanhamento médico. Eu indicaria inicialmente, a ponderação na voz falada para que não haja sobrecarga nas pregas vocais. A competição entre a voz falada e a voz cantada sempre existe. Por exemplo, a maior parte dos cantores falam muito antes de cantar isso só aumenta o desgaste muscular, prejudicando logo em seguida a emissão da voz.

A voz falada muita das vezes é aplicada da forma inadequada. É necessário que a voz falada também, receba disciplina. Sempre que estiver em um diálogo nunca fale quando alguém já estiver falando, pois sua voz sofrerá alteração no volume e ambos não se ouvirão. Espere alguém acabar a colocação que estiver fazendo, para que você possa então responder, indagando, concordando, exclamando, etc... Se todos nós conversarmos pausadamente, teríamos maior aproveitamento do assunto em pauta. O pausar respiratório, o volume da voz natural e a dicção bem aplicado lhe dará uma boa conclusão.

Quando alteramos nossa voz, é bem provável que estejamos com uma certa ansiedade ou nervosismo, sendo assim podemos perder o controle da situação. Isso também aplica-se na voz cantada. A partir do momento que você aplicar sua voz para cantar os cuidados vão ter que ser dobrados.

Para que você possa cantar, é necessário conhecer bem sua extensão vocal. Todos nós somos limitados e precisamos saber até onde podemos chegar. Para voz cantada usamos 3 registros: graves (encontram-se na região abdominal), médio (região peitoral), agudo (na região do crânio). Pelo fato de passearmos por estes 3 registros o tempo todo quando estamos cantando, passagem de um registro para o outro deve ser bem ajustada para que a sonoridade não fique deficiente.

Cantor(a), conheça sua classificação vocal respeitando sua extensão e não excedendo na impostação de sua voz. Uma boa voz, é aquela colocada de maneira natural, respeitando a afinação, a ressonância, a dicção e a articulação que estiver sendo pedida. Por isso procure um instrutor vocal. Há muito o que falar sobre este assunto.

 

Crédito: Alexandre Santos

Publicado originalmente em www.gospelmusiccafe.com.br

Como é produzida a voz humana

A produção do som depende, basicamente, de ar e da laringe, onde estão as cordas vocais. A laringe é composta por três anéis de cartilagem. Dentro destes anéis, estão as cordas vocais, que são pequenos músculos com grande poder de contração/extensão. São classificadas em verdadeiras e falsas. As verdadeiras (com cerca de 1 cm nos homens e até 1,5 nas mulheres) estão na parte inferior da laringe e as falsas na parte superior. O som da voz normal é produzido pelas verdadeiras e o falsete pelas falsas.

Durante a respiração, as cordas vocais permanecem abertas, enquanto que para a produção de som elas se fecham, e o ar faz pressão, causando uma vibração que produz o som.

 

créditos: Lisley Viana

www.musicaeadoracao.com.br

A voz humana

A voz humana é produzida pela vibração do ar que é expulso dos pulmões pelo diafragma e que passa pelas pregas vocais e é modificado pela boca, lábios e a língua. A voz é uma característica humana intimamente relacionada com a necessidade do homem de se agrupar e se comunicar. Ela é produto da nossa evolução, um trabalho em conjunto do sistema nervoso, respiratório e digestivo, e de músculos, ligamentos e ossos, harmoniosamente atuando para que se possa obter uma emissão eficiente. É importante sabermos que as pregas vocais (ou cordas vocais), que são dois pares de músculos (formando o tíreo-aritenóideo) que, primordialmente, não foram feitos para o uso da voz. Esta foi uma função na qual a laringe (local onde se encontram as pregas vocais) se especializou. Mas estes músculos foram desenvolvidos, em primeiro lugar para as funções de respiração, alimentação e esficteriana.

A voz está associada à fala, na realização da comunicação verbal, e pode variar quanto à intensidade, altura, inflexão, ressonância, articulação e muitas outras características.

À emissão de uma voz saudável, damos o nome de eufonia. A uma voz doente, ou seja, com alguma de suas características alterada, damos o nome de disfonia. A disfonia pode ser orgânica, funcional ou mista (orgânica-funcional). Ela não é uma doença, mas o sintoma, uma manifestação de um mau funcionamento de um dos sistemas ou estruturas que atuam na produção da voz.

A disfonia pode e deve ser tratada. O profissional habilitado e responsável pela intervenção das disfonias é o fonoaudiólogo, sendo que geralmente este profissional trabalha em conjunto (no caso da voz) com o otorrinolaringologista ou o laringologista. Pode, ainda, trabalhar com o professor de canto.

A voz sofre muita influência de hormônios e de nossas emoções. É comum ouvir pessoas que estão muito tristes ou nervosas, roucas. A rouquidão é um tipo de disfonia.

Nunca devemos esquecer-nos de que falamos para o outro. A comunicação, a linguagem verbal, o uso da voz, isso só tem sentido quando temos o outro e quando nos fazemos entender para este outro. A voz é um recurso importante para esse entendimento. Ela pode dizer quando estamos interessados em alguém, quando estamos cansados, quando estamos tristes, alegres, nervosos, quando acabamos de acordar, quando estamos em um ambiente ruidoso, quando estamos calmos ou quando estamos exercendo uma atividade em que a voz é o diferencial.

A voz é produzida quando o ar expiratório (vindo dos pulmões) passa pelas pregas vocais, e por nosso comando neural, por meio de ajustes musculares, faz pressões de diferentes graus na região abaixo das pregas vocais, fazendo-as vibrarem. Esse mecanismo se assemelha ao balão, quando o secamos apertando sua "boca", provocando um ruído agudo, fruto da vibração da borracha.

Não podemos esquecer que voz é som, e som é igual a onda sonora. O ar expiratório, que fez as pregas vocais vibrarem, vai sendo modificado e os sons vão sendo articulados (vogais e consoantes). Depois, emitidos pela boca, fazem a onda sonora que vai atingir a cóclea do ouvinte. Aí é que a voz é ouvida.

As pregas vocais vibram muito rapidamente. Nos homens, esse número de ciclos vibratórios fica em torno de 125 vezes em 1 segundo. Na mulher, que tem voz, geralmente, mais aguda, o número aumenta para 250 vezes por segundo. A essa característica damos o nome de freqüência.